domingo, 12 de outubro de 2008

Um sentimento chamado amor

Sonho viver um amor. Não um namoro, uma aventura ou um passatempo, mas sim um amor! Um grande amor... Incondicional, cego como eu!... Dizem que o amor é cego. Talvez seja... É cego porque não olha às idades, culturas, proveniências, classes sociais e etc. O amor nasce do olhar que vem dos "olhos" do coração... Surge por um toque, um sorriso, uma voz, um perfume... Ele invade todos os sentidos e se torna nossa estrela guia, fazendo de nós, a estrela guia de alguém. É isso que desejo para mim! Um grande amor para toda a vida!... Uma pessoa ao meu lado que seja a minha estrela e cuja estrela eu possa ser. Alguém que eu possa amar sem medida, cegamente, com paixão, fervor e entrega. Alguém que seja cúmplice, amiga, companheira, amante, que queira compartilhar risadas, brincadeiras, suportar e superar dificuldades; enfim, alguém para constituir um novo lar e uma família. Quem de nós nunca se sentiu inseguro por causa da deficiência no que toca ao amor? Quem pensou e pensa que nunca irá encontrar uma pessoa que goste de nós incondicionalmente, que aceite a nossa limitação? Quem nunca se pôs a imaginar o que seria mais fácil, sem ter uma pessoa que tenha o mesmo problema que nós ou uma que não tenha? Quem nunca se sentiu excluído por não poder (flertar) com os olhos, não poder ver se a pessoa interessada nos olha com "aquele" olhar? Quem é que já se sentiu com raiva por não se poder ver ao espelho? Eu já senti e pensei tudo isso, montes e montes de vezes. Acredito, apesar de tudo, plenamente que é possível encontrar e viver um grande amor. Convido você a partilhar comigo as nossas experiências amorosas, as frustrações e alegrias, com pessoas da mesma condição ou de relações entre pessoas cegas e lúcidas, deficientes e não deficientes. Ninguém vive sem respirar, ninguém é feliz sem amar, porque o amor é vida e o sonho é o fogo que comanda e alimenta a vida!

sábado, 11 de outubro de 2008

Um sentimento perfeito

É engraçado como esse sentimento domina a gente, ele simplesmente chega de mansinho e quando a gente menos o espera está ali, tanto pra nos dominar quanto pra nos dizer pra qual direção seguir, nos diz que rumo tomar. Venho dizer algumas experiências que poderão auxiliar alguém que está em plena situação que eu. Digo que amor, do jeito que a gente acha que encontra, é difícil, na maioria dos casos temos que nos adaptar ao que encontramos de melhor para as nossas vidas. O amor é breve, ele nos trás algo de bom que é a experiência, mesmo nos deslizes quanto nas felicidades, aí é que nós aprendemos de verdade. Segundo William Shakespeare, “não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colméia com medo das picadelas das abelhas”.Ele nos ensina que devemos lutar por aquilo que almejamos, pois jamais devemos nos afastar daquilo que queremos de fato. Aquilo que queremos é o nosso poder de batalha, com essa conquista jamais seremos fracos, porque isso é o que queremos, não há dúvida nesse instante. Se ninguém é perfeito, o mesmo Shakespeare diz: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar por simples medo de arriscar”. O medo de arriscar é um defeito, portanto, arrisque! A cada dia as mulheres perdem seus príncipes encantados, simplesmente por medo de arriscarem. Claro, as mais novas não temem nada, por isso venho alertar às demais. Por finalizar, Shakespeare ainda diz mais: “Os amores sendo cegos, os apaixonados não podem ver as loucuras que cometem. Quem ama perdoa além do que a alma permite perdoar”. Discordo de Shakespeare, pois o verdadeiro amor é aquele capaz de envergar as verdades que ocorrem em qualquer momento. Isto é, o amor lúcido. Bom... Irei discutir mais em breve; tecerei mais considerações de demais autores, pois Shakespeare não é a base do amor e muito menos do que penso. Abraços e até a próxima.