Um novo coração
Já não era apenas tanalogia
Muito menos a guisa intendente
Apenas foi sentimento de rapazote
Coração que era apenas insipiente.
A vida me apresentou a querência
De onde compreendi a tua ausência
Por todo tempo me sentia incipiente
Enquanto enriquecia com sofrimento.
Durante muito tempo estive tácido
Hibernando durante seu absolutismo
Que prevalecera intacto por ponderar.
O dote do seu silêncio me inquieta,
Não se há qualquer aborrecimento
Muito menos vida além de tediosa
Aqui existe preponderância do ardor.
Eu não quis nenhum sentimento supérstite
Matei-me por tentar desalojar toda sordidez
Que minha enevoada e extinta alma rapazola
Coube por deixar-te completamente acerada.
Após a minha sofrida e sombria indulgência
Aprendi a zelar pela plenitude da franqueza
Compreendi meu total autoritarismo do amor
Sentimento de esplendor perpétuo em louvor.
Meu falecimento foi em prosa
E pela rima nasci de novo,
Não há qualquer vestígio
De minha antiga alma rapazola.
Estevan
domingo, 18 de novembro de 2007
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